Vinha de uma longa linhagem de beberrões, uma dinastia que tinha como cetro por vezes uma taça, por outras um copo – sempre cheio, claro.
Não podia ele, o mais novo de sua estirpe, degenerar dos seus. Sua árvore genealógica apresentava, dos dois lados, genes que se entremeavam à vinhas e arbustos de lúpulo.
Com certa elegância que só a nobreza alcoólica pode trazer, a vida era sorvida de forma a destilar terceiras intenções em oportunidades. Vexames já foram dados, é claro. Mas quem ouve Vinícius de Moraes não pode se dar ao luxo de ser um evangélico sóbrio de resignação.
Lembrava de sua avó falando com certo tom de reprovação;
“Pedro, meu filho, você é um pinguço... Não descansa enquanto não vê o fundo do copo!”; e ria-se com saudades de todos aqueles brasões...
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